janeiro 15, 2008

Soneto 12, parte IX

" Quando a hora dobra em triste e tardo toque, e em
noite horrenda vejo escoar-se o dia. Quando vejo esvair-se a violeta, ou que a
prata a preta têmpora assedia. Quando vejo sem folha o tronco antigo que ao rebanho estendia a sombra franca, e em feixe atado agora o verde trigo, seguir no carro, a barba hirsurta e branca. Sobre a tua beleza então questiono, que há de sentir do tempo a dura prova. Pois a graça, no mundo abandono, morre ao ver nascendo a graça nova. Contra a foice do tempo é vão combate..."

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